“Não tem como pensar o futuro do estado sem pensar todas as regiões”, diz Edegar Pretto 

Começou nesta quinta-feira (09) mais um roteiro de interiorização do movimento “Rio Grande e presente, para toda a sua gente”, coordenado pelo deputado Edegar Pretto, pré-candidato do PT ao governo do RS. A primeira agenda foi em Bento Gonçalves, onde Pretto foi recebido no Hospital Tacchini pelo superintendente Hilton Mancio; pela presidente do Conselho de Administração, Maristela Cusin Longhi; e pelo conselheiro Clacir Antonini. 

O Hospital Tacchini é um hospital filantrópico que atende o setor privado, sobretudo beneficiários do plano de saúde Tacchimed e o Sistema Único de Saúde (SUS), sendo referência para 24 municípios com atendimento a uma população superior a 330 mil pessoas. Além disso, as UTIs adulta, pediátrica e neonatal são referência para todo o Rio Grande do Sul, através da Central de Regulação de Leitos. 

Um dos temas em destaque diz respeito às dificuldades financeiras nos hospitais da região. Há insuficiência de financiamento federal. De um lado, a tabela desatualizada de remuneração dos procedimentos e cirurgias, e de outro lado insumos que atrelados à inflação e ao dólar disparam custos operacionais dos hospitais. O governo do Estado do RS também não cumpre a obrigação de aplicar 12% da receita corrente em saúde pública, conforme Lei 141/2012.

Enquanto isso, os municípios aportam mais recursos em saúde do que a lei determina, que é 15% da receita corrente. São os prefeitos que sentem de perto a desassistência, a falta de leitos em hospitais, a lotação das emergências. 

Edegar Pretto destacou a importância do trabalho da instituição, em especial neste período de pandemia, quando os hospitais tiveram que mudar completamente suas realidades de atendimento. Pretto fez um agradecimento aos profissionais de saúde e gestores, e prestou solidariedade aos familiares de vítimas da Covid e sobreviventes. Para o parlamentar, é inegável a necessidade de aumentar os recursos destinados à saúde pública e avançar na aplicação efetiva de recursos do orçamento do Estado no financiamento de ações e serviços de saúde. 

“Não tem como pensar o futuro do estado sem pensar todas as regiões. A Serra não está tendo a atenção que deveria ter. Vale lembrar que os nossos governos sempre tiveram um olhar diferente para a saúde e para a vida das pessoas. Precisamos retomar esse tempo em que os governos estavam sintonizados com as reais necessidades do povo trabalhador”, ressaltou o deputado. 

Conforme Maristela Longhi, o ano de 2020 foi um ano delicado para o setor da saúde. Ela diz que o Hospital Tacchini chegou a ter 72 pacientes em leitos de UTI Covid. Destacou que a instituição teve prejuízos de R$ 33 milhões no ano passado e, mesmo com recursos de emendas parlamentares, neste ano o hospital poderá repetir o prejuízo.  

“As tabelas do SUS não estão sendo corrigidas. Graças a mobilização que fizemos com a comunidade, conseguimos vencer as dificuldades. Temos um trabalho com muita responsabilidade, e somos movidos por grandes legados”, declarou. 

O superintendente Hilton Mancio acrescentou que, mesmo no período de pandemia, o hospital conseguiu manter seus compromissos por meio do plano de saúde próprio. Ele diz que o Tacchini tem mais de 2 mil funcionários e é o maior gerador de empregos do município. Diz também que a instituição está construindo um novo prédio, e que até 2024 o atendimento pelo SUS será triplicado.  “Em resumo, o Tacchini está financiando a saúde na parte que toca ao governo do Estado”, explica. 

Acompanharam Pretto na agenda o deputado Pepe Vargas (PT); a coordenadora regional do PT, Marlene Marsango; o vice-presidente do PT de Bento Gonçalves, Claudir Schulz; a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bento Gonçalves, Neilene Lunelli; e a diretora sindical da área da Construção e do Mobiliário de Bento Gonçalves, Adriana Assis.