Na rádio Band RS, Edegar Pretto diz que pretende rever adesão ao Regime de Recuperação Fiscal

O pré-candidato a governador do RS, Edegar Pretto, concedeu, nessa última terça-feira (21), entrevista ao Jornal Gente da Rádio Band RS, apresentado por Oziris Marins e Guilherme Macalossi. Na oportunidade, Edegar criticou a adesão do governo gaúcho ao Regime de Recuperação Fiscal do governo federal.

Edegar lembrou da luta no Legislativo gaúcho contra o projeto, que estabelece um teto de gastos e congela investimentos do RS por uma década. Para Edegar, trata-se de um péssimo negócio para o estado, que já pagou parte dessa conta com medidas como a privatização da CEEE, “um dos pré-requisitos exigidos para aderir ao Regime de Recuperação Fiscal”.

Para Edegar, a atual dívida do RS com a União é injusta e impagável. “A dívida era de R$ 9,5 bilhões, nós pagamos R$ 37 bilhões e ainda devemos R$ 73 bilhões. Essa conta não fecha e na minha opinião essa dívida já foi paga”, enfatizou Edegar. Para piorar a situação, ele lembrou que o governo gaúcho terá que se submeter a um conselho nacional, que vai decidir sobre os investimentos do estado por conta da adesão.

Edegar também afirmou acreditar na eleição do ex-presidente Lula ainda no primeiro turno e que Lula conhece as dificuldades do RS. Isso possibilitaria negociar com a União de forma mais favorável. “Nós temos que constituir um ambiente político capaz de estabelecer uma mesa de negociação para termos um acerto de contas”, sugeriu. Como exemplo, destacou que o RS tem mais de R$ 115 bilhões a receber por conta da Lei Kandir.

“Tenho certeza de que vamos encontrar um denominador comum. O que não pode é continuarmos empurrando essa conta para a sociedade pagar e que impacta na falta de investimentos na saúde, na educação, na segurança, entre outros setores”. Ainda sobre o Regime de Recuperação Fiscal, Edegar afirmou que o seu compromisso é “estabelecer um diálogo franco e transparente com a União” para rever os termos do acordo.

Sobre a privatização do Banrisul, Edegar disse que o estado precisa usar seus recursos para ajudar a população e fomentar o desenvolvimento. Lembrou que, no governo Tarso Genro, a carteira de crédito do Banrisul chegou a R$ 36 bilhões, dinheiro que foi investido na economia gaúcha. “O banco público, o aparato público tem que estar a serviço do desenvolvimento”. Para Pretto, o atual governo gaúcho não utilizou o Banrisul para apoiar os pequenos negócios. De agosto de 2020 a agosto de 2021, apontou, 25% das micros e pequenas empresas fecharam, o que ocasionou meio milhão de pessoas sem trabalho.

Pretto também lembrou que o Banrisul não ajudou os pequenos produtores rurais, atingidos pela pior estiagem dos últimos 70 anos. “O nosso banco poderia ter aplicado uma política diferenciada, com juros subsidiados para a agricultura”.

Ao abordar as gestões do PT no RS, Edegar enfatizou que os governos Olívio Dutra e Tarso Genro pagaram a dívida com a União, não venderam patrimônio público, não aumentaram impostos, não atrasaram o pagamento dos servidores, realizaram concursos públicos e o Produto Interno Bruto (PIB) do RS cresceu acima da média nacional. “Quando somos governos, a gente faz por merecer e governamos para todos”, concluiu.

Confira a íntegra da entrevista no Facebook de Edegar Pretto clicando AQUI.

 

Assessoria de Imprensa