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23/01/2018 - 17h01min

Com a presença de ativistas e militantes sociais de todo o país, além de senadores, deputados, ex-ministros e representantes de partidos progressistas da Argentina, Bolívia, Venezuela, Portugal, entre outros países, que lotaram o Teatro Dante Barone, o presidente da Assembleia Legislativa, Edegar Pretto (PT), participou nesta terça-feira 23, do ato de abertura da Ação Global Anti-Davos, atividade que antecede a realização do Fórum Social Mundial em março, em Salvador (BA).

“Ao contrário de meses atrás, quando foram colocadas grades e a Brigada Militar no parlamento para impedir a participação do povo nas votações dos projetos do executivo, na minha posse eu disse que isso não haveria enquanto eu fosse presidente. E é por esse motivo que me orgulho em receber todos vocês”, destacou o chefe do parlamento, ressaltando ainda esperar que nenhuma outra “coincidência estranha, como a falta de luz pela manhã, aconteça novamente”. Pretto se referia à falta de energia elétrica no prédio do Parlamento quando da abertura do Encontro Internacional de Mulheres pela Democracia e pelo direito do ex-presidente Lula ser candidato nas próximas eleições presidenciais. Por conta disso a atividade foi transferida para a rua, entre o Palácio Farroupilha e a Praça da Matriz, reunindo milhares de pessoas. Segundo Edegar, um pedido de explicação oficial à Companhia Estadual (CEEE) foi formalizada pela presidência da Casa, pois o problema foi registrado apenas na Assembleia e em 21 prédios do Centro da capital.

Edegar também fez questão de registrar seu repúdio ao prefeito de Porto Alegre, Marchezan Jr (PSDB), que chegou a solicitar à presidência da República a presença da Força Nacional para garantir a ordem e a segurança em Porto Alegre por conta das atividades e atos políticos previstos e organizados pelos movimentos sociais que iriam anteceder o julgamento do recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Lula junto ao TRF-4 dia 24. “Ele achou que pra cá viriam a baderna, a violência e a bagunça. Mas ele não convive com o povo do nosso país, não conhece o povo do nosso estado e desconhece as características do povo de Porto Alegre. Aqui estamos de cabeça erguida para dizer: se não tem prova não pode haver condenação. A Constituição brasileira é única e não pode haver uma para o ilegítimo e corrupto Temer e para Aécio Neves e outra para Lula. Nenhum brasileiro pode ser condenado sem provas, que a Justiça seja realmente justa, pois nós não iremos parar de lutar”, concluiu.

Também falaram os senadores Roberto Requião (PMDB) e Paulo Paim (PT), as deputadas Manuela DÁvila e Alice Portugal, Eliane Martins (MST), Guilherme Boullos (MTST), Mariana Dias (UNE), Antônio Avelãs Nunes (da Universidade de Coimbra e membro do partido comunista português) e Gilberto Leal (Coordenação nacional de Entidades Negras), entre outros, que abordaram temas como a concentração de renda (cujo Fórum de Davos, na Suíça, é seu maior representante simbólico), a retirada de direitos sociais imposta pelo mercado rentista, a ilegitimidade da presidência de Michel Temer (PMDB), a perseguição judicial imposta ao ex-presidente Lula e a importância da organização dos diferentes movimentos sociais em defesa da democracia brasileira.


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