Edegar Pretto na Rádio ABC: “Nós vamos voltar a gerar emprego e dignidade para o nosso povo”

Em entrevista aos comunicadores Cláudio Britto e João Ávila da Rádio ABC, do Grupo Sinos de Novo Hamburgo, Edegar Pretto, pré-candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Sul, falou nesta terça-feira (17) que, se for eleito governador, vai colocar a estrutura do Estado a serviço dos setores produtivos para fazer a economia reagir positivamente, aumentar a arrecadação e, assim, cuidar melhor da população gaúcha.

“Hoje, o Estado está ausente da vida das pessoas. De agosto de 2020 a agosto de 2021, 25% das pequenas e micro empresas fecharam as suas portas. A região Metropolitana é a segunda região do Brasil em que mais pessoas entraram para a extrema pobreza, com 1,2 milhões passando fome. Se eu tiver a oportunidade de ser governador, nós vamos voltar a gerar emprego e dignidade para o nosso povo”, argumentou.

Edegar Pretto teve 15 minutos para responder perguntas e expor suas ideias sobre diversos temas na entrevista, que faz parte de uma série com os pré-candidatos ao Governo do RS. Um dos assuntos foi referente à necessidade de fazer investimentos em educação e qualificação profissional, sobretudo na região do Vale do Rio dos Sinos, que é um polo industrial calçadista. Pretto lembrou que o governo Lula criou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que garantiu ao estado 536 mil matrículas até 2016.

Ele destacou a importância do programa, bem como as parcerias com universidades e escolas técnicas, como a Feevale, a Unisinos e a Fundação Liberato Salzano Vieira da Cunha, para formar mão de obra qualificada. “O nosso compromisso é voltar a dar oportunidades aos filhos e filhas dos trabalhadores, para se formarem numa escola boa, uma escola pública, com educação de excelência para se qualificarem”, disse.

Questionado sobre o que pensa a respeito de pedágios, o pré-candidato revelou que não há nenhum preconceito com a parceria público-privada, no entanto, é contrário ao modelo de concessão imposto pelo atual governo. O entendimento é de que o alto preço das tarifas vai prejudicar o desenvolvimento das regiões onde há previsão de praças de pedágios. “Tem que ser um negócio que fique bom para os dois lados, para a concessionária e para os usuários”, avaliou.

Em relação à sua pré-candidatura, reforçou que ela é fruto de um amplo debate no partido e que está “muito bem estruturada e alicerçada”, dialogando constantemente com partidos do campo progressista e demorático. “Queremos ter um palanque potente para Lula aqui no estado. Já estamos federados com o PCdoB e o PV, mas queremos ter uma coligação ainda mais ampla. Para isso, não falta vontade e disposição da nossa parte”, concluiu.

Foto: Rafael Stedile