Edegar Pretto: “É nosso compromisso preservar a vida, sem destruição do meio ambiente” 

Na semana em que o mundo realiza o principal evento voltado para a preservação da natureza e da sustentabilidade ambiental, a Conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas (COP 26), o deputado Edegar Pretto participou da inauguração do primeiro viveiro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Rio Grande do Sul. O viveiro é parte do Plano Nacional ‘Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis’, que começou em 2019 e tem como desafio plantar 100 milhões de mudas de árvores, em 10 anos, em todo o Brasil. Para o Rio Grande do Sul, a  meta é plantar 7 milhões de mudas, no mesmo período. “O reflorestamento vai ajudar a preservar os recursos naturais necessários para manter o equilíbrio dos nossos ecossistemas. É nosso compromisso preservar a vida, sem destruição do meio ambiente. Cada muda de árvore plantada significa a esperança de um país melhor”, observou Pretto.

O plano prevê, que em cada região do país sejam plantadas espécies nativas daquelas localidades, para que os biomas naturais sejam recuperados e mantidos. O ato de inauguração do Viveiro da Reforma Agrária Popular Zecão, ocorreu no dia 29 de outubro (sexta-feira), data em que é celebrada a ocupação da Fazenda Annoni, em Pontão, na Região Norte do RS, ação que marcou o início do MST no RS, e as primeiras lutas pela Reforma Agrária. Conforme o coordenador estadual do projeto, Marlon Fragas, a organização do viveiro é do MST com a gestão do Instituto Educar e a direção regional do movimento. “A criação desse plano tem objetivo de fomentar uma educação ambiental e ao mesmo tempo ajudar a regenerar a natureza que nos mantém vivos”, esclareceu.

O nome do viveiro é uma homenagem a José Alberto Siqueira, o Zecão, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores na região. Ele faleceu em 2004, deixando o seu legado para a classe trabalhadora. “O Zecão foi um militante completo, pois um verdadeiro militante deve dar o exemplo. E ele era assim. A formação política é aquilo que realmente transforma a consciência das pessoas e o Zecão sabia disso. Ele é um símbolo que vai combater o desmatamento, e essas árvores vão crescer e viver muitos e muitos anos, e o Zecão vai estar junto com elas e com quem viver”, disse emocionado Antônio Marangon, representante da família do Zecão no ato de inauguração do viveiro.

O dia de celebrações também teve a inauguração de um busto em homenagem ao centenário do professor Paulo Freire, patrono da Educação brasileira. Também estiveram presentes no evento, a deputada federal Maria do Rosário (PT); os deputados federais Dionilso Marcon (PT), Elvino Bohn Gass (PT) e Paulo Pimenta (PT); o prefeito de Pontão, Velton Vicente Hahn (PT); o vice-prefeito de Pontão, Valdir Rodrigues (PCdoB); o dirigente estadual do MST, Cedenir de Oliveira; a professora da UFFS, campus Erechim, Sandra Pierozan; o dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Passo Fundo, Alexon José da Silva; o dirigente do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Frei Sérgio Görgen; o prefeito de Palmeira das Missões, Evandro Massing (PT); o coordenador regional do PT, Nelson Grasselli; entre outras lideranças políticas, religiosas, de movimentos sociais e de sindicatos.

Assentamento deverá ter mais turmas do curso de Agronomia

Toda a geração de conhecimento na antiga Fazenda Annoni, ocorre por meio do Instituto Educar. Os filhos das mais de 400 famílias assentadas podem estudar desde as séries iniciais até o ensino superior, sem sair da área. Os cursos Técnico em Agropecuária com habilitação em Agroecologia, integrado ao Ensino Médio, e o curso superior em Agronomia são ministrados em parceria com Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

Durante a programação do dia 29, Edegar Pretto também participou de uma reunião com dirigentes e professores da universidade e a direção do instituto com o objetivo de manter e ampliar o número de turmas do curso de Agronomia. Conforme Jacir Chies, da área da educação do Instituto Educar, existe um consenso quanto a importância da manutenção do curso, mas também  há a necessidade de pensar na possibilidade de novos cursos, como por exemplo, voltados à tecnologia para a produção da agricultura familiar.

O curso de Agronomia do assentamento da Annoni já formou mais de 100 alunos do MST e de outros movimentos sociais, além de indígenas da região. “Para mim, que fui acampada em 1981, quando cerca de 60% dos acampados eram analfabetos, ver que dentro de um assentamento nós temos ensino, desde a pré-escola até um curso superior, é uma coisa muito emocionante e representa uma conquista que o movimento teve. Formar a sua juventude para que eles possam produzir com mais conhecimento, com mais qualidade e com mais compromisso na defesa do meio ambiente e na produção de alimentos saudáveis”, disse a coordenadora de ensino do Instituto Educar, Salete Campigotto.

O deputado se colocou à disposição para intermediar negociações com o Legislativo e o Executivo estadual. Para ele, este é um momento muito importante e de luta das universidades e institutos federais, que têm mantido a produção científica, mesmo com os cortes de orçamento do Governo Federal. “Nosso estado precisa muito utilizar melhor o conhecimento que é produzido nas universidades. É preciso mais incentivos, pois Educação é sonhar com a possibilidade de um futuro melhor”, ressaltou.