Edegar Pretto destaca queda na popularidade do presidente

O deputado Edegar Pretto ocupou tempo de liderança em nome da bancada do PT durante a sessão ordinária desta terça-feira (3) para abordar a queda na popularidade do presidente Jair Bolsonaro. Na última segunda-feira (2), pesquisa divulgada pelo Datafolha apontou a deterioração da imagem do presidente, em avaliação da população após oito meses da gestão de Jair Bolsonaro. Conforme o levantamento, o percentual de reprovação subiu de 33% para 38%, em relação ao levantamento feito em julho.

O total de entrevistados que consideram o Governo como “ótimo ou bom” caiu de 33% para 29%, mudança que ainda está dentro da margem de erro da pesquisa. Como na última pesquisa, 30% consideram o governo como “regular”. Foram ouvidas 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios brasileiros, entre os dias 29 e 30 de agosto. A margem de erro é de 2%. “Todos os institutos de pesquisa estão mostrando que ele está desmoronando. Não há nem tempo de eu nominar as questões que envergonham todos nós. Mesmo lideranças, eleitores de Bolsonaro, devem ficar vermelhos de vergonha com as questões que envolvem o presidente da república”, afirmou.

Edegar pediu ainda que os colegas deputados se insurjam contra os desmandos do atual governo. “Não estou pedindo que os colegas deputados de outras bancadas ergam a bandeira do Lula Livre, mas gostaria que não achassem normal que a Amazônia, que tem tido mais queimadas que no passado e quando países se unem para ajudar, o presidente de forma responsável, zomba destes chefes de nações”, afirmou, pedindo que os parlamentares não achem normal quando o presidente se pronuncia dizendo que as leis de trânsito, estudadas tanto tempo, são desnecessárias. Podem não gostar do PT de Lula, mas não é normal concordarem que o governo corte 30% do orçamento da educação e que diga que tem muita gente na universidade”, disparou.

Em nome da bancada, Edegar registrou de que a impopularidade do presidente vem dos cidadãos que votaram nele e estão arrependidos depois de verem programas já consolidados nos governos do PT sendo extintos. “Como homens e mulheres da política, vocês haverão de achar que não estamos no curso normal do nosso país. Tem uma craca não só da incompetência e da irresponsabilidade, mas da corrupção”.