As pessoas querem oportunidade, diz Edegar Pretto para a Rádio Gazeta

Em entrevista para a Rádio Gazeta de Santa Cruz do Sul, neste sábado (16), o pré-candidato a governador do RS, Edegar Pretto, afirmou que o Rio Grande do Sul não está apartado das dificuldades que assolam o povo brasileiro, como a inflação, a fome e o desemprego. “Estamos convivendo no Rio Grande com a tristeza da fome, que já era página virada no Brasil e no Rio Grande”, disse.

De acordo com Edegar Pretto, 1,2 milhão de gaúchos e gaúchas estão em situação extrema de miséria e passam fome. “Não é possível um Estado como o nosso, onde tudo que se planta dá, ter pessoas passando fome. Não podemos admitir que nenhum pai e nenhuma mãe durmam sem saber se terão comida para os filhos no dia seguinte”.

Ainda, conforme o pré-candidato, três milhões de pessoas – um quarto da população do RS – sobrevivem com uma renda de até 1,5 salário mínimo por mês. Para ele, falta apoio do Estado aos agricultores familiares, que são responsáveis por “colocar comida na mesa da população”.

Edegar Pretto também afirmou ser papel do Estado fomentar e buscar a geração de oportunidades de trabalho e renda para a população, no campo e nas cidades. “As pessoas não querem favor, mas sim oportunidades”.

Cenário político

Ao ser questionado sobre o atual cenário político no Brasil e no RS, Edegar afirmou que a população, em geral, não suporta mais tanto ódio e briga. “O povo quer paz e tranqüilidade”. Ao citar Eduardo Leite, mencionou que o ex-governador – que renunciou – conhece mais a Europa que o Rio Grande do Sul, e que Leite não sabe o valor da palavra. “Ele quebrou a palavra nas privatizações e quebrou a palavra sobre sua reeleição ao abandonar o governo”, apontou Edegar. Disse, ainda, que Eduardo Leite teve uma gestão sem conexão com as demandas reais da população.

Regime de Recuperação Fiscal

Edegar Pretto também criticou a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) imposto pelos governos Bolsonaro e Leite. Ele disse que a atual dívida do RS com a União é injusta e impagável. “A dívida era de R$ 9,5 bilhões, nós pagamos R$ 37 bilhões e ainda devemos R$ 73 bilhões. A conta não fecha e essa dívida já foi paga”, enfatizou.

Para Edegar, se Lula for eleito será possível debater um novo acordo com a União. “O presidente Lula está comprometido conosco de rever esse pacto”, destacou.

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Imagem: Rafael Stedile