Movimento “Coração Gaúcho” visita a capital nacional do vinho e prestigia uma das maiores celebrações de Corpus Christi do Brasil

Frente Ampla aproveitou o feriado para dialogar com população na Serra 

A quinta-feira (04) iniciou no município de Bento Gonçalves, a Capital Nacional do Vinho, Polo Turístico e Industrial da Serra Gaúcha, referência em enoturismo e exportação de móveis.  

A pré-candidata ao Governo do Estado, Juliana Brizola (PDT); e o vice, Edegar Pretto (PT); junto com os pré-candidatos ao senado, Manuela D’ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) percorreram os corredores da 34ª ExpoBento, conversaram com expositores e visitantes, reunindo demandas da população para o plano de governo.

A Fenavinho, que completa quase seis décadas, gera mais de R$ 60 milhões em negócios diretos em apenas 11 dias e serve de vitrine para exportações que chegam a mais de 50 países, desempenho comemorado por  Edegar Pretto. “Esse evento é a prova viva de que a Serra Gaúcha não espera pelo Estado para crescer; ela lidera pelo trabalho. O papel de um governo sério deve ser o de remover obstáculos, mas hoje o ‘Custo RS’ age como um freio, a partir de pedágios abusivos e a inércia logística do Piratini drenam a competitividade de quem produz”, disse. 

Edegar disse ainda que o Governo Federal atua onde o Estado falha, através do BNDES, o Plano Brasil Soberano garante  a modernização das fábricas e via Embrapa, a tecnologia para que o nosso vinho siga conquistando o mundo. “O Coração Gaúcho vem aqui para ouvir o setor produtivo e firmar um compromisso: um governo que seja parceiro de quem gera emprego, e não um sócio que apenas cobra a conta sem entregar o caminho”, ressaltou.

Além de atuar na prevenção de desastres, destinando R$ 8,6 milhões via PAC para obras críticas de contenção de encostas, o governo Lula também é responsável por liberar linhas de crédito especiais via BNDES e Caixa para micro e pequenas empresas da Serra, garantindo a manutenção de empregos e a recuperação econômica após os desafios climáticos de 2024. 

Flores da Cunha 

Em seguida o destino foi Flores da Cunha, que conta com uma das maiores celebrações de Corpus Christi do Brasil. A confecção de mais de 60 tapetes de serragem encantou os visitantes, e muitos conferiram a festa de cores e desenhos pela primeira vez. A festa é uma expressão máxima de cooperação comunitária e fé, mobilizando famílias e entidades em torno de um patrimônio que define a identidade da Serra.

A data de hoje tem um significado especial. Além de fé e de união entre as pessoas, a reconstrução e a esperança também estão presentes nos trabalhos expostos, já que há 10 dias a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, um dos maiores cartões postais da cidade, foi consumida pelas chamas.

“Reconstrução e luta não faltam para o povo gaúcho”, disse Edegar, ressaltando também que a tolerância e o diálogo são muito importantes na atualidade. “A presença da nossa chapa simboliza o respeito à identidade e aos valores do povo serrano. Enquanto a extrema direita muitas vezes instrumentaliza a fé para o conflito e a divisão, o movimento Coração Gaúcho comparece para reconhecer na tradição a base da resiliência gaúcha.”

Do Sul à Serra

O movimento Coração Gaúcho, que busca ouvir o povo e setores do desenvolvimento gaúcho, começou pela Região Sul (passou por Pelotas, Rio Grande e Arroio Grande), na semana passada e agora foi a vez da Serra. Na quarta-feira (03) várias agendas com empresários e gestores no setor da saúde foram feitas. Na sexta-feira (05) será a vez de Farroupilha, onde acontece o diálogo com a comunidade.

A ideia da Frente Ampla é elaborar um plano de governo ouvindo as necessidades de todas as regiões do Estado, para elaborar um projeto que atenda as necessidades reais do povo gaúcho. “O nosso trabalho a gente constrói no diálogo, escuta, entendendo e construindo com quem pensa diferente. Só assim o nosso Estado poderá recuperar o protagonismo que perdeu há muito tempo”, concluiu Edegar.

 

Texto: Carol Zogbi 

Imagens: Debora Beina

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