Pré-candidato a vice-governador esteve com representação do Pacto Alegre na PUCRS
A elaboração de novos projetos, a identificação de novas oportunidades e a retomada do protagonismo do Rio Grande do Sul no cenário do desenvolvimento econômico nacional foram a pauta do encontro de Edegar Pretto com representantes de universidades gaúchas na manhã deste sábado (27).
O pré-candidato a vice-governador participou de uma reunião do Pacto Alegre, com a reitora da UFRGS, Márcia Barbosa; o reitor da UNISINOS, Pe. Prof. Dr. Sérgio Eduardo Mariucci, o reitor da PUCRS, Ir. Manuir José Mentges e o vice- reitor da UFCSPA, Rafael Vargas. Questões climáticas e projetos sobre o envelhecimento da população ganharam destaque, assim como estratégias de cooperação entre estado e universidades, como a utilização de programas de excelência de mestrado e doutorado na área da saúde, centros de pesquisas clínicas para projetar estratégias no estado. Na oportunidade, foi entregue uma carta pedindo a instalação de um comitê com as universidades para estreitar relações e trabalhar em conjunto demandas para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.
Edegar frisou a contribuição das universidades para a construção do plano de governo: “nós temos andado bastante por esse Rio Grande. O debate político, na maioria das vezes, fica muito restrito aos diagnósticos, que são importantes. Porém, eu tenho priorizado falar sobre oportunidades. O Funrigs pode transformar o Rio Grande do Sul em um canteiro de obras, temos a produção de biocombustíveis e outras fontes de energias renováveis, o acordo Mercosul e União Europeia e a exploração dos minerais das terras raras que abrem novas perspectivas para o estado. E as universidades serão parceiras do Governo que a Juliana e eu vamos constituir para gerar mais desenvolvimento para o povo gaúcho”.
“Nós vemos o poder público buscando soluções fora, sem conversar com a UFRGS, com a PUCRS e com as nossas universidades. Essa parceria com vocês será uma marca do nosso governo. E essa é uma palavra que eu também trago da Juliana, que tem um compromisso muito forte com a educação. É fundamental investir na ciência”, acrescentou o pré-candidato.

Márcia Barbosa, reitora da UFRGS, destacou a necessidade de o governo estadual estreitar a relação com as universidades. “É urgente que o Estado crie um comitê permanente com as universidades. Hoje se gastam R$ 47 milhões em consultorias. Se esses recursos fossem destinados a projetos desenvolvidos pelas universidades, o custo seria menor e os resultados seriam mais eficientes. Nossos grupos de pesquisa e os parques tecnológicos podem servir como incubadoras para empresas e soluções inovadoras. Os comitês costumam ser criados apenas quando surge uma crise. A proposta é justamente o contrário: construir um plano permanente para atender às necessidades do Estado. E eu posso garantir que temos profissionais qualificados para estabelecer parcerias em qualquer projeto”, concluiu.
O reitor da PUCRS, Manuir José Mentges, ressaltou a contribuição que as universidades podem oferecer ao desenvolvimento do estado. “Nós podemos apoiar muito o governo como universidade, oferecendo assessoria e colocando a ciência a serviço da sociedade. Produzimos pesquisas de excelência em inovação, em impacto social e na área da saúde. Queremos ser um vetor de apoio ao governo. A educação superior brasileira avançou muito durante o Governo Lula, com bons ministros à frente da área. Temos um potencial enorme e, se essa aliança entre governo e universidades for fortalecida, poderemos contribuir ainda mais. Produzimos excelentes teses de doutorado que precisam gerar impacto e ajudar na solução dos problemas da sociedade.”
Representando a Unisinos, Sérgio Eduardo Mariucci destacou a importância de compreender a inovação como instrumento de desenvolvimento social e de fortalecimento do Estado. “É importante compreender todo o sistema de inovação como um mecanismo de impacto social, capaz de gerar riqueza para a sociedade e estruturar o Estado para potencializar esse desenvolvimento. A educação básica precisa melhorar. O Rio Grande do Sul avançou na educação profissional, mas ainda está abaixo da média nacional. A melhor contribuição que pode ser dada às universidades é elevar a qualidade da educação básica. A privatização representa um risco porque coloca o lucro no centro e retira o cidadão das prioridades. Retomar o valor das empresas públicas é essencial.”
Rafael Vargas, vice-reitor da UFCSPA, chamou atenção para a necessidade de planejar o futuro do estado diante das mudanças demográficas. “O envelhecimento da população nos preocupa. O Rio Grande do Sul é o estado mais envelhecido do país e será o primeiro a reduzir sua população. Teremos um estado com mais idosos, o que aumentará a demanda por serviços de saúde, tratamento de câncer e outras doenças, sobrecarregando o sistema. A educação será fundamental, porque precisaremos formar profissionais para cuidar dessa população. Eu não vejo uma política de Estado pensando em 2050. Podemos ser protagonistas no Brasil, mas precisamos ser consultados para construir esse projeto.”
Paulo Pimenta, pré-candidato ao Senado, também defendeu um planejamento de longo prazo para a educação e o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. “Eu estudei a vida inteira em uma escola pública de Santa Maria, que hoje está fechada. Um professor aposentado da rede estadual ganha menos de R$ 4 mil, e 65% dos professores do estado atualmente são contratados em caráter emergencial. Quem está planejando o futuro? Nós estamos vivendo um colapso. Como organizar o estado para uma realidade que sabemos que vai chegar? Temos universidades com enorme capacidade de produzir conhecimento, e as instituições comunitárias também vivem um momento muito positivo. Cada centavo investido em educação é um investimento no futuro e pode ser revertido em desenvolvimento para o estado”, concluiu.
Texto: Carol Zogbi
Imagens: Debora Beina




