Edegar Pretto recebe o título de Cidadão de Porto Alegre

“Se o requisito for amor pela cidade, recebo com orgulho e o coração tranquilo este título”

“Quero dizer ao Oliboni e aos demais vereadores e vereadoras de Porto Alegre que, se o principal requisito para receber esse título for o amor por esta cidade, então eu recebo essa homenagem com o coração tranquilo, porque eu amo Porto Alegre. Amo esta cidade com o mesmo amor que tenho pelo Rio Grande do Sul”, assim começou o discurso de Edegar Pretto, o homem que veio do cabo da enxada e que ao lado de Lula ajudou a tirar o Brasil do mapa da fome, e que nesta quinta-feira, 25, recebeu o título de Cidadão de Porto Alegre, na Câmara de Vereadores. A proposta foi do vereador Aldacir Oliboni, aprovada por unanimidade ao reconhecer a trajetória pública no Estado e o suporte à capital gaúcha.

Edegar seguiu contando sobre a primeira vez que esteve na capital gaúcha. “Em 1984, eu cheguei aqui ainda um guri para participar do maior comício da história desta cidade. Um comício que reuniu centenas de milhares de pessoas em defesa da democracia e das Diretas Já. Por isso, meus amigos e minhas amigas, quando olho para a minha trajetória, percebo que a minha relação com Porto Alegre está profundamente ligada à minha relação com a democracia”, disse. 

O vereador Aldacir Oliboni (PT), o proponente da homenagem, lembrou o pai de Edegar, o deputado Adão Pretto. “Assim como tu, sou filho de agricultores e vim de uma pequena cidade, e tenho muito orgulho de ser o proponente da lei que te concede o título. Eu não posso lembrar da tua luta sem lembrar do MST, movimento de muitos pela necessidade da luta pela Reforma Agrária. Em 1985 uma fazenda improdutiva foi ocupada por trabalhadores rurais, entre estes estava um grande lutador, o saudoso companheiro Adão Pretto. Teu pai foi uma grande referência nesta luta, um pequeno agricultor, líder do MST, que levou para o parlamento a luta pela terra, durante cinco mandatos”. 

Oliboni resumiu ainda um pouco as lutas de Edegar. “Tu foste responsável por muitas ações aqui no Estado, como o desenvolvimento da pequena agricultura, a defesa de uma alimentação saudável, práticas para garantir a soberania alimentar, ações de enfrentamento à fome, autor da lei agroindústria, dos pequenos agricultores, do povo trabalhador. Criou a Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher; durante a pandemia foi autor da Máscara Roxa, criando canais que facilitam a denúncia de violências contra a mulher, nos últimos três anos, como presidente da Conab durante o governo Lula, milhares de cozinhas solidárias receberam alimentos da agricultura familiar, que aqui em Porto Alegre foram fundamentais durante a enchente, proporcionando acolhimento e comida a quem tinha perdido tudo e ainda são responsáveis por atender quem precisa”, finalizou.

Edegar encerrou o discurso agradecendo e prometendo honrar o título. “ Esta placa não ficará guardada em uma parede da minha casa como um simples troféu. Ela será um lembrete permanente da responsabilidade que assumo diante desta cidade. A responsabilidade de defender a democracia, de defender a participação popular, os interesses do povo de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul. Porto Alegre ganha hoje mais um filho de papel passado. E eu ganho a honra de poder dizer, oficialmente, aquilo que já sentia há muito tempo no coração: Sou cidadão de Porto Alegre. E carregarei esse título com orgulho pelo resto da vida!”, encerrou.

Prestigiaram a homenagem o vereador Pedro Ruas (PSOL); a deputada federal Maria do Rosário (PT); o deputado federal e pré-candidato a senador, Paulo Pimenta (PT); a pré-candidata ao Senado, Manuela D’Ávila; o irmão e deputado estadual, Adão Pretto; além de amigos e familiares, como os três filhos de Edegar, Yuri, João e Ângelo. Três ex-prefeitos da cidade prestigiaram a homenagem: Olívio Dutra, Raul Pont e José Fortunati.

Sobre Edegar Pretto

Edegar Pretto nasceu em Miraguaí, na região de Celeiro. É um dos 9 filhos de Adão Pretto e Dona Otília. Aprendeu o valor da terra no estado onde tudo que se planta dá. É por isso que decidiu seguir o legado deixado pelo pai, unindo o campo e a cidade, levando a enxada e as raízes do campo até o Parlamento Gaúcho.

Graduado em gestão pública, se elegeu pela primeira vez em 2011,e desde então é o deputado mais votado do PT por 3 mandatos consecutivos. Foi líder no governo Tarso Genro, e em 2017 foi presidente da Assembleia Legislativa.

Como deputado, criou a Lei da Agroindústria Familiar – o Susaf, que ajudou a trazer alimentos saudáveis e acessíveis do nosso campo para as nossas cidades. filho do ex-deputado Adão Pretto, um dos fundadores do movimento dos trabalhadores sem terra (MST), que defende a comida de qualidade, dos assentamentos para escolas, hospitais e a comunidade.

Graças aos valores de sua mãe, Dona Otilia, compreendeu que as mulheres devem ser respeitadas e que seus direitos devem ser garantidos. Por isso, coordena na Assembleia Legislativa, a Frente Parlamentar dos Homens pelo fim da violência contra as Mulheres.

Integra e lidera um movimento mundial da ONU chamado HeForShe, em português é Eles Por Elas, da ONU. Através desse movimento, que na pandemia 1.500 farmácias de 6 grandes redes botaram na parede da sua farmácia a campanha Máscara Roxa, que salvou a vida de muitas mulheres, vítimas  de violência doméstica.

Uma das principais lições que ele aprendeu é que os gaúchos e gaúchas precisam apenas de uma oportunidade, para que milhares de vidas sejam transformadas.

 

Texto: Carol Zogbi

Imagens: Debora Beina 

 

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