“A nossa frente não produz a política afirmativa só no discurso, produz na prática”, disse o candidato a vice-governador
O combate ao racismo exige compromisso e ação. E foi o que a chapa majoritária do projeto Coração Gaúcho reafirmou na noite deste sábado, 1° de agosto, no ato “Por um Rio Grande do Sul Antirracista”. Os suplentes ao senado Tamyres Filgueira(PT) e Lucas Caregnato(PT) lideraram a noite, junto com o movimento negro representado por Laura Sito (PT), Matheus Gomes (PSOL), Bruna Rodrigues (PSB), Reginete Bispo(PT), entre outros nomes e lideranças.
A pré-candidata ao governo, Juliana Brizola (PDT); o pré-candidato a vice-governador Edegar Pretto (PT), e a pré-candidata ao senado, Manuela D’Ávila(PSOL); o pré-candidato ao senado Paulo Pimenta (PT) participaram do encontro para debater políticas públicas e fortalecer a representatividade negra no estado.
Tamyres, suplente de Pimenta, ressaltou a importância da composição. “Paulo Paim sempre será referência para mim. Aqui no Estado nos que temos um povo negro representativo, com mais terreiros de matriz africana, estamos na capital com mais quilombo urbano. Isso faz muita diferença na vida de uma criança negra. Estamos aqui para reafirmar o nosso projeto, o nosso Senado tem que ser negro. Este compromisso que Paulo Pimenta e Manuela D’Ávila estão dando é o exemplo de atitude.”
Lucas Caregnato, suplente de Manuela exaltou a única frente que tem negros para o senado no Estado. “Quem convoca a militância preta do Rio Grande do Sul é o campo progressista. É quem representa há séculos a luta contra o racismo estrutural, institucional e recreativo. Quem tem representatividadedo povo negro somos nós. Juliana e Edegar, nós vamos eleger vocês mas nós vamos precisar de negros no governo de vocês. Nós precisamos de pretas e pretos competentes em todas as secretarias. Nós queremos de vocês o comprometimento de um governo enegrecido. O Governo Federal já fez muito e fará muito mais! Viva o presidente Lula”, disse.
Cabe destacar que durante os Governos Federais do PT foi criada a SEPPIR (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), o Estatuto da Igualdade Racial, a aprovação da histórica Lei de Cotas (com a recente ampliação para 30% no serviço público federal) e a demarcação e titulação de territórios quilombolas. Além de Conferências de Promoção da Igualdade Racial (CONAPIR), projeto de segurança alimentar para o povo negro, entre outras ações.
Edegar Pretto firmou o compromisso de governo. “Tenho a honra e o orgulho de fazer parte dessa frente política que não produz a política afirmativa só no discurso, produz na prática. Este não é o meu lugar de fala, nós estamos aqui como convidados para assumir compromissos com vocês. Nunca foi fácil pro povo trabalhador conseguir conquistas, mas pro povo negro foi muito mais difícil. Tudo que vocês conseguiram foi com muito esforço: cotas, criminalização do preconceito racial, entre tantas lutas. Nós queremos ser uma verdadeira referência em política nesse país e vamos colocar paridade de cor, de gênero como está este palco. Nenhuma política publica no nosso governo vai acontecer sem a representação de negros e negras!”
Juliana Brizola reforçou o compromisso. “Não podemos mais conviver com uma sociedade tão diversa e um parlamento nada identificado. Nem mulheres e nem negros. A nossa frente representa a sociedade e isso não pode ser só de homens brancos de olhos claros”, ressaltou.
Texto: Carol Zogbi
Imagens: Debora Beina




