Proposta prevê ampliação das compras públicas e garantia de comida de verdade para a população
O pré-candidato a vice-governador Edegar Pretto (PT) defendeu a criação de uma Rede Estadual de Abastecimento como uma das prioridades do projeto que está sendo construído ao lado da pré-candidata ao governo do Estado Juliana Brizola (PDT). A proposta é fortalecer a agricultura familiar, ampliar as compras públicas e garantir que alimentos saudáveis cheguem à mesa de quem mais precisa.
O tema foi debatido nesta semana durante uma reunião que reuniu representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), CUT, Cozinhas Solidárias, cooperativas e agricultores familiares.

Para Edegar, o Governo do Estado pode voltar a ser um indutor do desenvolvimento, utilizando seu poder de compra para fortalecer a produção de alimentos e garantir segurança alimentar à população. “O princípio é simples: comprar de quem produz comida de verdade e garantir alimento saudável para quem mais precisa. O Estado pode ser um grande parceiro da agricultura familiar, adquirindo sua produção para abastecer escolas, hospitais, restaurantes populares, cozinhas solidárias e outras políticas públicas. É assim que fortalecemos quem produz, geramos renda no campo e levamos alimentação de qualidade para a cidade”, afirmou.
Segundo Edegar, o Rio Grande do Sul tem condições de liderar essa política em nível nacional. “No nosso Estado nasceram importantes políticas públicas voltadas ao campo. Agora queremos fazer do Rio Grande do Sul referência em uma rede de abastecimento que conecte diretamente o produtor rural aos consumidores urbanos, especialmente nas periferias. Vamos construir uma política integrada à estratégia nacional de abastecimento liderada pelo presidente Lula”, destacou.
O presidente da Conab, Silvio Porto, participou do encontro e ressaltou que fortalecer o abastecimento popular também significa investir em saúde pública.
“Precisamos ampliar o acesso da população à comida de verdade. Alimentação saudável é uma questão de saúde, qualidade de vida e desenvolvimento. Uma rede de abastecimento aproxima quem produz de quem consome e fortalece toda essa cadeia”, afirmou.
A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, destacou que a política deve priorizar os grandes centros urbanos, onde vive a maior parte da população brasileira.
“Precisamos aproximar as políticas de segurança alimentar das cidades e das periferias. A experiência das cozinhas solidárias mostrou que é possível construir essa aliança entre produção de alimentos, proteção social e desenvolvimento local”, disse.

Durante a reunião também foram debatidos mecanismos para estruturar uma rede permanente de abastecimento, articulando governo estadual, governo federal, pequenos comerciantes e equipamentos públicos de segurança alimentar. A proposta prevê utilizar as compras públicas como instrumento para fortalecer a agricultura familiar, gerar renda no campo, ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis e estimular o desenvolvimento econômico regional.
Para Edegar, trata-se de uma política capaz de beneficiar simultaneamente quem produz e quem consome. “Queremos unir o campo e a cidade. Fortalecer a agricultura familiar, gerar renda para quem produz e garantir comida de qualidade para a população. Esse é um projeto de desenvolvimento econômico, de combate à fome e de promoção da saúde para o Rio Grande do Sul.”
Texto: Carol Zogbi
Imagens: Debora Beina




