Coordenador da pré-campanha de Lula, participou de ação com o Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência de projeto que presta serviços para a população
Após a grande festa do lançamento da pré-campanha do presidente Lula em Porto Alegre, a sexta-feira, 19, começou com o ministro Guilherme Boulos, os pré-candidatos a vice-governador e senado, Edegar Pretto e Paulo Pimenta, realizando uma visita a um café da capital gaúcha que tem escala 4×3, para mostrar que o fim da escala 6×1 não vai quebrar o Brasil, mas sim promover mais qualidade de vida para o trabalhador. Em seguida, participaram da edição do programa “Governo do Brasil na Rua” em Porto Alegre que ocorreu na Praça da Alfândega (Centro Histórico), reunindo serviços de 12 ministérios.

Entre os mais procurados estão o Novo Desenrola, para renegociação de dívidas, perícias do INSS e serviços de saúde com vacinação para todas as idades. “O Governo na Rua é uma grande oportunidade para que as pessoas acessem serviços da União de maneira mais ágil e prática, ampliando o acesso a direitos e à cidadania. É o Governo Lula na relação direta com a população”, destacou Edegar Pretto.
Com direito a bolo e parabéns gaúcho, em celebração ao aniversário do ministro, a comitiva que representa o governo do presidente Lula seguiu para o fórum de participação popular, promovido pela Caixa Econômica Federal, com representação de diversos movimentos sociais e do PT. A deputada federal, Maria do Rosário, o deputado federal Dionilso Marcon e o deputado estadual Pepe Vargas, também estiveram presentes.
Fernando Campos, Coordenador Estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), ressaltou a importância da luta do povo para as transformações. ” Os movimentos sociais são muito importantes, são necessidades como as que vivemos na pandemia, na enchente. As cozinhas solidárias desde a pandemia vêm reforçando o combate à fome. E é a resistência que garante isso, como as cozinhas nos territórios. A experiência que vivemos na enchente, nós já sabíamos o que fazer porque o MTST já tinha passado por isso pelo Brasil, e vários grupos ficaram com com a gente. Nós estamos na ocupação Conceição Tavares, que resolve o problema da moradia sem consumir a natureza, aquele prédio tinha um plano de especulação imobiliária e agora, junto com o governo federal nós vamos garantir moradia ocupando espaço e sem causar qualquer impacto para o ambiente”, comemorou.

A necessidade de mudar o congresso foi considerada urgente. Após o enfraquecimento da força popular no governo anterior do de Lula, como reforçou Cristiano Schumacher, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM). “Depois do golpe destruíram todas as ferramentas sociais, e agora recuperamos, mas estamos engatinhando. Nós só temos condições de avançar com o povo organizado e um parlamento que nos defenda”, enfatizou.
A demora por parte de algumas prefeituras em organizar projetos para utilização de verbas federais também foi colocada em pauta. Os assentados do Vale do Taquari entregaram um documento para Guilherme Boulos que retrata a preocupação com um novo El Niño, como projetam os especialistas, e também pedem o direito de participação dos atingidos da última enchente no processo de reconstrução do Governo Federal, destacando que os prefeitos não recebem e nem inserem o movimento nas decisões.
A união brasileira de mulheres entregou um documento para o ministro em defesa da vida das mulheres gaúchas. “Essa pauta não é só nossa, é para toda a sociedade, principalmente para os homens. O feminicídio não surge do nada. Só aqui no estado, este ano, 40 mulheres foram mortas apenas por serem mulheres. Precisamos de uma governadora que assine o pacto pelo fim da violência. Nós defendemos que a prevenção das violências começa na escolas, com políticas públicas. Nós temos a certeza de quem está aqui conosco hoje está pela vida das mulheres”, finalizou
Mauricio Roman, do MST, frisou que o povo precisa ser ouvido, citando que a obra do dique em Eldorado deixou de fora a área do assentamento, por mais que o Governo Federal tenha se empenhado no projeto.
A marcha das mulheres citou as mudanças climáticas e a busca por justiça climática, com o enfrentamento da desigualdade de gênero e como ponto central políticas públicas, principalmente para as mulheres negras, as mais prejudicadas.
A representante da comunidade Guarani fez uma fala emocionante, lamentando a exclusão dos povos originários nas tomadas de decisões. “Não falaram com a gente sobre o plano diretor. Nós, os povos originários do nosso país, somos lesados, nos matam. A demarcação está demorando, será que vão ser mais 500 anos? Será que estão esperando nós morrermos todos? O povo indigena tem que ter seu direito, nós não temos nem cozinha solidária, querem vender a nossa água. Nos ajudem”, encerrou.
Pimenta destacou o papel de Edegar enquanto diretor da Conab, que destinou toneladas de alimento para o estado, principalmente durante as enchentes, e também em parcerias solidárias, que totalizam 600 em todo o estado, e ressaltou a importância de ampliar essa parceria e contemplar mais pessoas que precisam.
Guilherme Boulos parabenizou o trabalho de união do povo. “O papel das cozinhas solidárias é muito importante aqui no Rio Grande e em todo o país. A gente sabe o que as pessoas fizeram aqui durante a enchente. Eu quero pedir palmas para todos os movimentos sociais desse estado. Política a gente faz no exemplo. A nossa diferença pro outro lado é de prática, exemplo. Que se mostra nos momentos mais difíceis. Os movimentos sociais são essenciais para o desenvolvimento de todos aqui no país! Contem com o governo Lula!”

Texto: Carol Zogbi
Imagens: Debora Beina




