Em Erechim, Caravana das Mulheres apresenta propostas para o combate à violência e ao machismo

Edegar Pretto e Manuela D’Ávila falam sobre medidas concretas de combate ao feminicídio 

A Caravana das Mulheres saiu de Lajeado e chegou na tarde de terça-feira, 4, para o encontro do Alto Uruguai no sindicato da alimentação. Participaram do evento o Coordenador da campanha Lula e pré-candidato a vice-governador, Edegar Pretto (PT); a pré-candidata ao senado Manuela D’Ávila (PSOL) e a pré-candidata suplente ao senado Tamyres Filgueira (PT); as deputadas federais Denise Pessôa (PT), Fernanda Melchionna (PSOL), as deputadas estaduais Bruna Rodrigues (PSB) e Luciana Genro (PSOL) e a vereadora Sandra Picoli (PCdoB). 

Claudia Ferigollo, representante do Sindicato de Alimentos, destacou o momento delicado da eleição. “Nós vamos passar por um momento muito importante este ano! Precisamos reeleger o presidente Lula e renovar o congresso. Não basta só eleger a Juliana e o Pretto, temos que eleger a Manuela e o Pimenta, e é cada um de nós que vai fazer isso. Pedindo votos, conversando.”

O Movimento da Juventude ressaltou a importância de medidas efetivas contra o feminicídio, a urgência de enfrentar o descaso com a educação, e o comprometimento em eleger o time do Lula. O movimento das mulheres negras também ressaltou a importância de políticas públicas para defender a vida das mulheres negras. 

O Coletivo de Mulheres da Agricultura Familiar também se comprometeu com o trabalho em eleger o time Lula. “A gente pode ter certeza que vão tentar não nos deixar mudar o rio grande do sul, mas cada uma de nós têm um compromisso muito grande de chamar para eleger o nosso projeto”.

A representante do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), Graziela descreveu  a organização da militância com o compromisso com a campanha. “Nós estamos diante de uma encruzilhada importante no nosso país: um projeto soberano, de democracia e de outro lado o fascismo, o ódio. Por isso precisamos eleger esse time para enfrentar o discurso da extrema direita, que se coloca contra a vida das mulheres. Nós vamos colocar a nossa campanha na rua, temos mapeadas 300 brigadas no Brasil inteiro para tomar as ruas, nos vamos de porta em porta para conquistar  um projeto de esperança para o nosso Brasil”

A representante do Movimento por Moradia ressaltou a importância de garantir casa para as mulheres que sofrem violência e também o encaminhamento delas para um emprego que garanta a independência para que possam sair do círculo da violência doméstica.

O Rio Grande do Sul enfrenta uma crise de gênero. Em 2025, foram registrados 80 feminicídios, um aumento de 9% em relação a 2024. O Estado tem a segunda maior taxa de descumprimento de medidas protetivas do Brasil, com 13.891 casos em 2025 e  lidera o ranking de feminicídios na Região Sul: 444 casos entre 2021 e 2025, o que mostra que o sistema atual falha: 12,5% das vítimas possuíam medida protetiva ativa no momento do crime. 

O plano de governo Coração Gaúcho tem como projeto na região o acompanhamento individualizado para casos de risco extremo e atendimento remoto para as pequenas cidades do entorno.

Edegar Pretto salientou a importância  da luta dos homens nessa batalha. “É um privilégio estar no meio de vocês, mulheres. Quando nós, homens, soubermos o privilégio que é escutar, vamos aprender mais com vocês. A minha mãe ensinou que o homem também fazia atividades domésticas, algo que muitos homens ainda não aprenderam. Entram em casa com ares de  ajudante. E nós temos que compartilhar. Só compartilhando a gente deixa oportunidade para as mulheres também se tornarem chefes, líderes, terem uma carreira. Qual a única chapa que já tem um plano montado, pronto que vai combater o feminicídio?”

O pré-candidato a vice-governador lembrou que os feminicídios deixam marcas na família. “ Eu sou coordenador do He For She e nós lançamos uma campanha pelos órfãos do feminicídio. Em quatro anos 660 crianças ficaram órfãs de mães que morreram e de pais presos. O feminicídio não acaba só com a vida das mulheres, mas com os filhos. No nosso governo haverá um selo contra o machismo, contra a  misoginia! E quando as mulheres se movem com a força que vocês estão se movendo, não tem quem possa”, disse.

Manuela ressaltou “nós só temos um caminho: é a ofensiva política, nossas bandeiras, causas, alegrias o tempo inteiro, todos os dias, nas ruas. Grande parte dos nossos problemas só será enfrentada com o apoio do futuro governo do estado. A gente precisa voltar a governar o Rio Grande, imaginem o último governo Lula de mãos dadas com Edegar e Juliana. Essa caravana é das mulheres do Rio Grande e para nos colocar neste estágio de luta permanente. Essa é a causa das mulheres. Nós somos as primeiras a sofrer as consequências do discurso de ódio. O nosso pedido é que vocês conversem com todas as pessoas, essa luta é nossa. Está nas nossas mãos a possibilidade de construir a maior vitória de todos os pontos”, finalizou. 

 

Texto: Carol Zogbi 

Imagens: Debora Beina 

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