“O aumento das mortes das mulheres aqui no Estado é consequência de uma escolha política”, afirma Edegar Pretto

Casos de feminicídios aumentam 50% no Estado em comparação ao mesmo período de 2025.

Vinte e quatro mulheres foram mortas em apenas três meses no Rio Grande do Sul. Os números divulgados pela Secretaria de Segurança acendem um alerta preocupante: metade das vítimas assassinadas já tinha registrado ocorrência policial, o que representa a falha do Estado em proteger as vidas dessas mulheres.

“Isso escancara a falha do Estado na proteção dessas mulheres. Vocês sabem que a luta pelo fim da violência contra as mulheres é uma causa da minha vida. E posso afirmar com toda clareza: o que estamos vendo no Rio Grande do Sul é resultado de uma escolha política”, declarou Edegar, também Articulador Nacional do HeForShe, em suas redes sociais.

A bandeira pelo fim da violência doméstica acompanha o pré-candidato ao Piratini há muitos anos. Em  2022, apenas o plano de governo de Edegar tratava o feminicídio como prioridade. O pré-candidato entende que proteger as mulheres precisa ser compromisso de todo o governo, não apenas da segurança pública.

Vale lembrar que o atual governador, Eduardo Leite (PSD), além de não ter tratado do assunto no seu programa de governo, só recriou a Secretaria das Mulheres no ano passado, no sétimo ano de gestão. A pasta, criada no Governo Tarso para articular e executar políticas de proteção às mulheres, havia sido extinta pelo Governo Sartori com a justificativa de reduzir custos.  

“É o nosso papel, como homens, acabar com a violência contra as mulheres. Mas no lugar de governador do meu Rio Grande eu vou investir em políticas públicas, educação, treinamento e capacitação de agentes, estruturas e em Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, que atualmente existem apenas 24 unidades em todo o Estado. Contem comigo nesta luta!”, afirmou Pretto.

 

Texto: Carol Zogbi

Foto: Debora Beina

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