Candidato a vice-governador da Coligação com o Povo apresentou propostas e apontou as falhas do atual governo estadual
Faltando 24 dias para as eleições, Edegar Pretto (PT), coordenador da campanha Lula RS e candidato a vice-governador pela chapa com Juliana Brizola (PDT), participou na noite desta quinta-feira, 10 de setembro, do debate entre os candidatos a vice-governador: Silvana Covatti (PP) vice de Luciano Zucco (PL); Ernani Polo (PSD), vice de Gabriel Souza (MDB); Claudio Diaz (PSDB), vice de Marcelo Maranata (PSBD).
Edegar salientou a importância da reeleição de Lula: “É uma imensa honra estar ao lado do presidente Lula que estará nesta sexta aqui em Porto Alegre. Ele nunca faltou ao nosso estado, e nós temos que pensar o que faria o povo se em 2024, na época das enchentes, quem estivesse na cadeira da presidência fosse quem estava na época da pandemia: que não acreditava na vacina, que meteu a mão no dinheiro do banco Master.”
Feminicídio
“O Rio Grande do Sul tem ficado para trás em relação ao resto do país. Foram 12 anos com o mesmo projeto e o atual governo também falhou na proteção às mulheres e meninas. O Rio Grande é campeão de feminicídio aqui no sul do país. Nos últimos 10 anos milhares de mulheres perderam suas vidas. No governo Tarso nós criamos a secretaria das mulheres, eu sou autor da lei das tornozeleira eletrônicas, que monitora os agressores e protege a vida das vítimas. No nosso governo nós seremos intolerantes com agressores, no nosso governo os machões vão piar fininho”.
Auxílio para desenvolvimento
“Os únicos momentos da economia gaúcha que crescemos acima da média nacional foi quando Tarso e Olívio governaram o estado. Cada trabalhador que está nos assistindo agora sabe que cada auxílio, como o bolsa família, ajuda ele a se desenvolver. Em 2025 mais de 2 milhões de famílias deixaram de fazer parte do Bolsa Família para um emprego, melhoraram de vida. Assim que funciona: a gente alcança a mão para quem precisa e dá oportunidade para crescer. O bolsa família foi feito justamente para dar auxílio para quem precisa muito. No nosso projeto ninguém fica pra trás.”
Movimentos sociais
Questionado sobre a ligação com o MST, Edegar ressaltou que tem orgulho das suas origens. “No nosso governo a relação com movimentos sociais será respeitosa. Os homens e mulheres trabalhadores do campo são os responsáveis por colocar comida na nossa mesa. A maior produção de arroz orgânico da América latina vem daqui. Eu fui presidente da Conab, ajudei os os produtores rurais a colocarem comida de qualidade para o Brasil, 70% dos alimentos da mesa brasileira vêm do campo. A lei será cumprida em todos os lados.”
Saúde
“Estamos com uma fila interminável de exames, consultas e cirurgias para gaúchas e gaúchos. O não cumprimento dos 12% na saúde gerou uma dívida de 18 bilhões. Juliana e eu, junto com o Governo Federal, vamos instituir o terceiro turno, que acontece no Hospital Conceição, que amplia o atendimento noturno e aos sábados para a realização de cirurgias eletivas, exames e consultas especializadas pelo SUS, o que já diminuiu 83% o tempo de espera nas filas. Nós vamos investir 12% na saúde, o que já era para o atual governo não está cumprindo.”
Infraestrutura e malha rodoviária
“Nós não somos contra a concessão, nós somos a favor da concessão bem feita. Não pode ser o modelo que está aí, que só leva em conta o lucro das concessionárias, os cidadãos têm que ver as melhorias”, disse Edegar, ressaltando também que as rodovias têm concessão que vence no próximo período, e que o Governo Federal prepara nova concessão da malha ferroviária, apresentada pela ANTT e pelo Ministério dos Transportes. “O modelo apresentado, vai continuar privilegiando Paraná e Mato Grosso do Sul, que são Estados que já tem integração com as ferrovias do Mercosul. Para nós, especialmente para o Sul, tem que ter um olhar mais atencioso, nós temos que disputar mais recursos da União para a gente estabelecer uma paridade entre os Estados. O Governo do Estado está de braços cruzados. Queremos cuidar melhor de três modais. Nós temos que fazer acontecer”, finalizou.
Taxação e governo Trump
“Têm brasileiros que estão torcendo contra nós, que preferem levantar a bandeira dos Estados Unidos. Eles se enrolam na bandeira brasileira, mas quando o Brasil mais precisa eles mudam de lado, apoiam uma taxação que tem prejudicado a nossa economia, diminui empregos. Nosso estrago só não foi maior porque o presidente Lula não baixou a cabeça e disse: “quem manda aqui somos nós! A família Bolsonaro apoia essa taxação e torce contra o Brasil.”
Plano de Governo
“Nós não somos contra tudo, o que está bom a gente mantém. O que precisa melhorar, vamos melhorar. A fila na saúde não é destino, é escolha política. Precisamos valorizar os professores, que vão voltar a trabalhar de cabeça erguida. Nunca o agronegócio teve tanto recorde como no governo PT, nós temos três anos de recorde do Plano Safra. A gente se uniu, são oito partidos, para recuperar o protagonismo político do nosso Estado. No nosso projeto ninguém fica pra trás. Vote 12!”
Texto: Carol Zogbi
Imagens: Debora Beina
