Edegar Pretto reafirma papel estratégico da cultura no projeto de desenvolvimento para o RS 

Em encontro com o setor, candidato a vice-governador defendeu a cultura como eixo de desenvolvimento

Colocar a cultura como prioridade é um dos projetos da Coligação com o Povo. O candidato a vice-governador, Edegar Pretto (PT), esteve com os candidatos ao Senado Manuela D’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT), e os suplentes Tamyres Filgueira (PT), Henrique Fontana (PT) e Vieira da Cunha (PDT), no ato “Cultura com Lula”.

Edegar salientou o valor da cultura. “Eu saúdo esse palco sagrado e a todos vocês. Nós merecíamos encerrar o domingo do primeiro dia de campanha escutando vocês, nos enchendo de energia. Eu vim aqui representando a nossa chapa, eu vim como vice-governador. Os fascistas tremem de medo da cultura brasileira. Não por acaso, elegeram ela como alvo do ódio, do rancor e de tudo que nós sabemos que vamos enfrentar no segundo turno. Nós fizemos um plano de governo muito participativo. Estamos organizando um novo projeto em que ninguém fica para trás e nós não vamos tomar nenhuma decisão sem falar com vocês. Afinal, a cultura também representa a retomada da economia no nosso Estado. E eu estou aqui assumindo um compromisso.”

Representantes do audiovisual, carnaval, hip-hop, música, artes cênicas e sindicatos tiveram momentos de fala para apresentar pautas a serem defendidas no Senado, como a regulamentação do streaming, o fortalecimento do diálogo sobre políticas públicas em nível nacional e incentivos às leis de produção audiovisual e de outras áreas.

Entre apresentações musicais e leituras, foi destacado que o Rio Grande do Sul é um dos estados que mais têm desfiles de Carnaval no País. “Saber o valor que o carnaval representa, muito além do espetáculo, é um compromisso social. Centenas de comunidades vivem e dependem disso”, ressaltou Juarez Gutierres de Souza, presidente da União das Escolas de Samba de Porto Alegre e Região Metropolitana.

No movimento hip-hop, o governo Lula também foi destacado como um dos que mais incentivaram a área, destinando recursos inclusive para iniciativas voltadas às mulheres.

Para o projeto de governo Coração Gaúcho, investir em cultura é investir em identidade. O recurso destinado à cultura movimenta uma cadeia enorme: gera trabalho para artistas, técnicos, produtores e pequenos empreendedores, movimenta o comércio, o turismo e a economia das cidades, além de criar oportunidades.

O objetivo é democratizar e descentralizar os recursos públicos, estimulando a criação de projetos em todas as regiões do Rio Grande do Sul.

Cultura nos governos populares

O governo de Olívio Dutra no Rio Grande do Sul (1999–2003) pautou-se pela democratização do acesso, pelo incentivo à pluralidade regional e pela participação popular nas decisões do setor cultural. Neste período, foi aprovada a criação do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), estruturando as bases para os editais. Também foram reconhecidas e incluídas matrizes plurais da identidade gaúcha, manifestações populares, comunitárias, negras, indígenas e de várias etnias.

Já na gestão de Tarso Genro, houve forte investimento em editais do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para estimular a economia criativa, o desenvolvimento regional e a produção artística nas regiões gaúchas. Foi criado o Sistema Estadual de Cultura, uma gestão cultural compartilhada entre o Estado e a sociedade, garantindo diretrizes para políticas públicas continuadas por dez anos.

 

Texto: Carol Zogbi 

Imagens: Debora Beina

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