Edegar Pretto em Camaquã: “A adaptação à crise climática é o tema mais urgente para o RS”

Candidato a vice-governador cumpre agenda na Costa Doce 

 

No dia seguinte a mais uma sequência de temporais registrados na região, o candidato a vice-governador da Coligação com o Povo, Edegar Pretto, percorreu municípios da Costa Doce para uma série de atividades. “Eu quero prestar solidariedade aos prefeitos, às comunidades e aos municípios pelos prejuízos causados pela sequência de temporais registrados nos últimos meses na região. O Rio Grande do Sul não pode mais esperar. Somos o estado mais afetado pelas mudanças climáticas. E isso não é um problema para daqui a 50 anos, é uma realidade de hoje”, declarou Edegar em entrevista ao portal de notícias Clic Camaquã.  

O candidato falou sobre a atuação do Governo Lula após a enchente de 2024, quando foram alocados no estado mais de R$ 110 bilhões, mas reconheceu que ainda há necessidade de estruturar ações conjuntas na prevenção e, especialmente, na estruturação de planos de contingência. “Por isso, a Juliana Brizola e eu queremos fazer do Rio Grande do Sul um verdadeiro laboratório de enfrentamento à crise climática. Vamos criar um comitê permanente com as universidades gaúchas, que há muitos anos estudam o tema, buscar o que existe de mais moderno no mundo e melhorar nossos sistemas de monitoramento, alerta e prevenção. Essa precisa ser uma agenda prioritária do Estado. Está na hora de tirar os projetos do papel, fazer as obras necessárias e preparar de verdade as nossas cidades para essa nova realidade”.

Na entrevista, Edegar citou o exemplo das obras de contenção da Bacia do Rio dos Sinos, que o Governo Lula disponibilizou ao estado R$ 1,9 bilhão e o governo estadual está prevendo a ordem de início das obras para março de 2029 e a conclusão das obras em outubro de 2031. 

“A gente vê a chuva caindo e nota que o atual governo não se preparou, não tem um protocolo. Nós temos que monitorar o rio, orientar a população, para que as pessoas durmam tranquilas com o barulho da chuva. Tem R$ 10 bilhões na conta do Governo do Estado, há dois anos, que o Lula garantiu para realizar obras, mas não foram usados. 

Antes de falar sobre resiliência climática, Edegar Pretto participou de um café da manhã no Refeitório do Assentamento Lagoa do Junco s/n – COOPAT/Cooperativa de Produção Agropecuária dos Assentados, em Tapes. No encontro, destacou a importância da mobilização dos homens e das mulheres do campo. “O meu pai dizia que o Acampamento do Junco é um dos mais bonitos do Brasil. Minha família é do movimento, tenho dois irmãos assentados da reforma agrária. Eu fiz uma vez 600 votos aqui, quando os assentados me ajudaram. Então o que vim pedir pra vocês é essa mobilização dos 12 dias”. 

Edegar também falou sobre o futuro projeto com a agricultura familiar. “Nós vamos fazer a rede estadual de abastecimento, vamos garantir comida boa para os que mais precisam. Nós temos cinco mil cooperativas e vamos organizar postos de atendimento nas periferias, e quem vai abastecer essa central serão vocês. A gente pode diminuir o preço e levar comida de qualidade para a população. Toda a comida que o Governo do Estado comprar tem que ter a presença da agricultura familiar. Isso está no nosso plano de governo.”

O evento contou com representantes do PT e PDT da região e assentados da Lagoa do Junco Tapes, da COOPAT, Cooperativa de Produção Agropecuária dos Assentados de Tapes-RS/MST. No encontro foi ressaltada a ação do governo Lula na região, como doações de alimentos e construções de casas. A comunidade também ressaltou a importância de estradas melhores e também um seguro ou fundo agrícola para a agricultura familiar da região.

O candidato a vice-governador salientou que o futuro governo tem como objetivo voltar com o Plano Safra Gaúcho e também haverá um novo protocolo de manejo agrícola. 

Edegar encerrou as agendas da manhã com uma caminhada na esquina Democrática de Camaquã. Durante a tarde está programado um ato na cidade de Guaíba.

 

Texto: Carol Zogbi

Imagens: Debora Beina