Pré-candidatos participaram de evento da Federasul e se comprometeram em não aumentar impostos no Estado
Edegar Pretto (PT), pré-candidato a vice-governador do RS, acompanhou a palestra da pré-candidata ao Governo, Juliana Brizola (PDT), nesta quarta-feira, 20, no Tá na Mesa da FEDERASUL. O tradicional evento reúne dezenas de empresários para debater os desafios, projeções econômicas e políticas para o Estado.
Juliana começou ressaltando que faz parte da única chapa que tem uma mulher na sua composição. “Temos diferenças, somos oito partidos, mas resolvemos deixar nossas diferenças de lado para resgatar o protagonismo do Rio Grande do Sul, o orgulho de ser gaúcha e de ser gaúcho. Não é fácil um homem abrir mão de uma candidatura para uma mulher, tem muito discurso por aí sobre dar espaço, mas na prática é difícil. O Edegar cedeu o lugar dele para uma mulher ser a cabeça de chapa”, lembrou Brizola.
Edegar também destacou a importância do diálogo para o projeto coletivo. “O mundo está cheio de rancor, de ódio. Nós temos nossas diferenças e constituímos uma frente política que nunca existiu, com oito partidos, e é com esta frente que nós queremos apresentar um projeto que nossos eleitores possam avaliar. Se a gente tiver a honra de vencer as eleições, vocês podem ter certeza que encontrarão na governadora e no vice-governador pessoas que vão sentar, ouvir e dialogar com os setores produtivos e as instituições representativas. Não haverá portas fechadas nem decisões tomadas sem escuta”, garantiu Edegar.
“A política só tem um objetivo: servir as pessoas. A política foi feita para atender as necessidades de todos, olhando as nossas diferenças. Eu quero dialogar com quem pensa diferente”, enfatizou Juliana Brizola (PDT).

Juliana também ressaltou a importância da educação no desenvolvimento da sociedade, e citou a escola de tempo integral. “Como as crianças vão chegar numa faculdade sem estarem preparadas? Eu acredito que a educação possa, sim, ser o grande motor de transformação aqui no Estado. Algo que eu escuto muito dos empresários é que estamos com dificuldade com mão de obra, e para isso a gente precisa de educação”, Brizola destacou ainda os problemas em saúde, como a espera de 800 pessoas na fila por uma consulta; os feminicídios registrados no Rio Grande do Sul e medidas tomadas pela segurança pública e ressaltou a lei das tornozeleiras, criada por Edegar em 2014, quando era deputado estadual.
Ao abordar o tema dos feminicídios, Pretto disse que “é muito importante a gente entender o nosso lugar de fala”. “Os homens não olham para o lado, não se importam com a piadinha machista que o amigo faz. A gente se calar também é uma violência. É essencial fazer políticas públicas. Nós executamos o projeto Máscara Roxa durante a pandemia com a parceria de farmácias, onde as vítimas de violência procuravam ajuda nestes estabelecimentos. Muitas mulheres foram salvas em parceria do poder público e privado”, lembrou.
Eventos climáticos também foram pauta. “A agricultura gaúcha tem peso no nosso Estado. A FEDERASUL organizou uma rede solidária em 2024 nas enchentes. E eu não estou satisfeito com a preparação do atual governo para os próximos eventos. No tema da estiagem eu tenho falado muito sobre o projeto da Embrapa chamado Ação 365, que está criando novos protocolos de manejo do solo. Esse é um tema muito interessante e que o governo gaúcho precisa se apropriar”, alertou Edegar, lembrando que é possível conquistar recursos sem colocar o meio ambiente em risco. “Nós não vamos perder um centavo de quem quer investir no Estado, mas sempre respeitando o que precisa ser respeitado. Nós vamos, junto com o Governo Federal, buscar recursos”, disse.
Ao finalizar, Edegar Pretto afirmou a importância do diálogo com o Governo Federal. “A gente concorda que o Rio Grande do Sul precisa recuperar o seu protagonismo no cenário nacional e que o Estado precisa voltar a crescer. Agora, nos últimos três anos, como presidente da Conab, o diálogo foi uma ferramenta permanente do meu trabalho. Fizemos ações importantes para a agricultura familiar e para a agricultura empresarial, sempre construindo soluções conjuntas com os representantes de cada setor. Portanto, podem ter certeza, toda e qualquer divergência que houver não será maior que a nossa disposição ao diálogo. E eu vou deixar claro aqui: nós não vamos aumentar impostos”.
O presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa, elogiou as fala de Juliana Brizola e Edegar Pretto e reforçou a importância do debate de ideias dos pré-candidatos com os setores produtivos.

Texto: Carol Zogbi
Imagens: Debora Beina




