O candidato a vice-governador participou do lançamento do programa RS contra o Crime Organizado, ao lado da candidata ao Governo do Estado
Um plano de governo que soma esforços para um Estado mais seguro para a população. Essa foi a proposta apresentada no final da tarde desta quarta-feira, 2, no Comitê da Coligação com o Povo. A candidata ao governo Juliana Brizola (PDT), juntamente com o vice, Edegar Pretto (PT); Alberto Kopittke, coordenador da área da segurança na construção do programa de governo, e o coordenador da campanha Vieira da Cunha (PDT) apresentaram o programa “RS contra o Crime Organizado”.
Edegar destacou a reeleição do presidente Lula como um dos aliados no combate ao crime. “Nós precisamos do presidente Lula reeleito. Porque o combate ao crime organizado exige um Governo Federal forte, integração entre as forças e defesa da soberania brasileira. Nós defendemos cooperação internacional, mas quem cuida da segurança do Brasil são as instituições brasileiras.”

O Rio Grande do Sul é o terceiro estado brasileiro – conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública – que mais apreende fuzis e reúne ao menos 15 facções locais ativas, a maior concentração do Brasil. O programa prevê a criação da Estratégia Estadual de Enfrentamento às Facções, que vai reunir todos os poderes e instituições de segurança e justiça do estado e da União em uma política de Estado. O programa soma-se ao RS Mulher Segura, que propõe a prevenção por parte do poder público como primeiro enfrentamento aos feminicídios.
Kopittke, que coordenou o trabalho, ressaltou algumas iniciativas do Governo Federal para o combate ao crime organizado. “As facções deixaram de ser quadrilhas e viraram corporações no Rio Grande do Sul. Mas o Governo Federal está trabalhando muito. A lei antifacção foi um grande progresso feito pelo Governo Lula e o plano nacional contra o Crime Organizado também. Nós vamos trabalhar para que o Escritório Nacional Antifacção da região sul seja aqui em Porto Alegre”.
Juliana destacou a importância de somar forças com o Governo Federal. “O nosso campo progressista sempre teve problema na comunicação na área da segurança. O nosso estado não conversa nem com os municípios, quem dirá com o Governo Federal. As pessoas precisam de segurança feita por uma integração de esforços. Nós estamos com o presidente Lula porque acreditamos que ele tem esse mesmo pensamento em relação a segurança pública”.
Edegar destacou a importância da atuação forte do governo. “O que nós estamos vendo hoje é que o atual governo estadual trata a segurança pública mais como marketing do que como plano. Se contentam em prender o peão do crime, mas deixam os chefes livres. Este trabalho vai ser feito coletivamente. E é importante que o Governo Federal esteja em união com a gente”, disse.

O Governo Lula e o combate ao crime organizado
A Lei Antifacção institui o novo marco legal do combate ao crime organizado no Brasil e cria os crimes de “domínio social estruturado” e “favorecimento ao domínio social estruturado”. Determina que líderes e chefes de organizações criminosas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima e facilitem o bloqueio, a apreensão e a venda antecipada de bens, ativos digitais e criptomoedas ligados ao crime organizado para reverter os recursos ao Estado.
Programa Brasil contra o Crime organizado
O programa é coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e foca no combate à lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, a Implementação de padrão de segurança máxima com bloqueadores de celular e equipamentos de raio-x para impedir comandos de dentro das cadeias, a modernização de perícias criminais, Institutos Médico-Legais (IMLs) e uso de tecnologia para elevar a taxa de esclarecimento de assassinatos e o rastreamento de munições e armas e integração de dados de fronteiras e armamentos ilegais.
Texto: Carol Zogbi
Imagens: Debora Beina
