Da desvantagem de 2,2 milhões de votos no primeiro turno à vitória por 4,4 milhões no segundo, o presidente cresce mais do que todos os adversários derrotados somados
A reeleição do presidente Lula é, antes de tudo, a confirmação de uma força que não se mede apenas em urnas: a força do povo brasileiro, que não aceitou o retrocesso e impôs nas urnas o caminho da reconstrução nacional.
Em Porto Alegre, o resultado foi categórico. Lula foi o candidato a presidente mais votado na capital gaúcha no segundo turno, com 55,84% dos votos válidos, ampliando a votação e consolidando um trabalho incansável realizado na Capital dos Gaúchos, onde já havia sido o mais votado no primeiro turno, com 48,57%.
No Rio Grande do Sul, o crescimento entre os dois turnos foi igualmente expressivo: o presidente conquistou 529.793 votos a mais do primeiro para o segundo turno, num movimento de mobilização que atravessou a base social, as periferias, os movimentos populares e os territórios onde a campanha foi organizada voto a voto.
“O que vimos neste segundo turno foi muito mais que um movimento político. É a chegada de um novo tempo”, resumiu Edegar Pretto.

A virada nacional
O desempenho gaúcho é parte de um fenômeno nacional. Lula saiu de uma desvantagem de 2,2 milhões de votos para Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno e chegou a uma vitória por 4,4 milhões de votos no segundo. O presidente reeleito cresceu mais do que todos os outros candidatos derrotados no primeiro turno somados, virou o resultado em 211 cidades e alcançou votação recorde.
Festa na Cidade Baixa
No Rio Grande do Sul, o coordenador da campanha no Estado, Edegar Pretto, acompanhou a apuração dos votos na sede do PT/RS. De lá, seguiu para a festa da vitória na Cidade Baixa, ao lado de quem virou voto: militantes, jovens, mulheres e trabalhadores que fizeram da eleição uma construção coletiva.
Para Pretto, a vitória inquestionável do presidente Lula foi a resposta do povo brasileiro, que não permite andar para trás. “Que momento lindo. Nós fizemos um planejamento, nós sabíamos o caminho que nós devíamos percorrer, organizamos o território que cada um ia percorrer para mobilizar a nossa base social. Contamos com a força da juventude, das mulheres, que mais uma vez não faltaram ao nosso país. Essa vitória é a construção de um novo tempo para a história do nosso país.”
Edegar disse ainda que “a vitória histórica de Lula, os números do Rio Grande do Sul e o resultado nacional são frutos de um país onde o povo trabalhador não permite o retrocesso. São a expressão de uma democracia que resistiu, de uma base social que se organizou e de um projeto que voltou a falar com quem mais precisa.”
Imagens: Debora Beina
