Candidato a vice-governador representou a Coligação com o Povo em café com engenheiros
O coordenador da Campanha Lula no RS e candidato a vice-governador do Estado, Edegar Pretto, foi recebido no SENGE-RS (Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul), nesta quinta-feira, 27 de agosto, para ouvir as contribuições da entidade e apresentar as diretrizes do plano de governo da Coligação com o Povo.
Ao comentar o documento apresentado pelo sindicato, Edegar destacou que as pautas não tratavam apenas dos interesses específicos dos engenheiros e engenheiras, mas de propostas para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.
“As contribuições do SENGE vão no mesmo sentido do nosso programa de governo. O Rio Grande do Sul precisa recuperar a sua capacidade de gestão, de execução e de fiscalização de obras públicas para voltarmos a crescer economicamente. E faremos isso levando em consideração a necessidade de adaptação aos efeitos da crise climática e de realização dos grandes projetos de resiliência, sustentabilidade e proteção contra cheias”, afirmou.
O presidente do SENGE, Cezar Henrique Ferreira, e os demais integrantes da entidade que participaram da reunião fizeram críticas às privatizações realizadas pelo Governo Leite, em especial no setor de abastecimento de água e saneamento, com a venda da Corsan. A extinção de fundações, como a Fepagro, e a desestruturação da Metroplan também foram criticadas pelos especialistas, que lamentaram ainda a falta de diálogo com o governador Eduardo Leite.
Ao comentar as manifestações dos engenheiros e engenheiras, Edegar garantiu que, no governo que ele e Juliana vão constituir, a inteligência do Rio Grande do Sul será ouvida.
“Nós temos universidades de excelência e sindicatos, como o SENGE, que podem contribuir muito com o nosso governo. E podem ter certeza de que estaremos de portas abertas no Palácio Piratini para construirmos juntos um novo futuro para o Rio Grande do Sul.”

Edegar também defendeu a recuperação da capacidade de planejamento do Estado e a valorização dos servidores públicos.
“Infelizmente, o nosso Estado é o que menos cresceu nos últimos anos, segundo o IBGE. Nós perdemos a capacidade de gestão, os servidores estão trabalhando de cabeça baixa e foi colocado na cabeça do povo que o serviço público não presta. O Estado precisa voltar a ter capacidade de planejamento e ter a sua inteligência fortalecida, com técnicos qualificados, como vocês representam”, disse.
O candidato garantiu ainda que, após a vitória nas eleições, não haverá discurso de “terra arrasada”.
“Não vamos ficar chorando pelos cantos. Vamos acordar cedo e dormir tarde para colocar em execução o nosso programa de governo desde o primeiro dia. O Rio Grande do Sul não tem tempo a perder. Temos uma janela de oportunidades para executar obras com os recursos do Funrigs e precisamos ser protagonistas na transição energética e na produção de biocombustíveis. O acordo do Mercosul com a União Europeia e o potencial do Estado na exploração de terras raras, agregando valor a esses minerais e atendendo à indústria de alta tecnologia e de inteligência artificial, são oportunidades para as quais precisamos nos preparar para gerar riqueza aqui”, afirmou.
Na área de infraestrutura, Edegar abordou a necessidade de o governo estadual apresentar um novo modelo de concessões, que também leve em conta o interesse público e dos usuários. Na questão ferroviária, disse que o Estado precisa mobilizar a sociedade gaúcha para que o novo modelo de concessão permita recuperar a malha ferroviária do Rio Grande do Sul, inclusive com aporte de recursos da União.
Sobre as hidrovias, ressaltou que vai trabalhar para ampliar a malha hidroviária em parceria com o Governo Federal, que já garantiu recursos para investimentos na chamada Hidrovia do Mercosul.
Pretto também destacou as articulações para a criação de um fundo constitucional para a Região Sul, destinado às emergências climáticas, como secas e cheias, e defendeu o fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas.
“A necessidade de fortalecer os comitês de bacias é fundamental e está no nosso programa de governo. A gente precisa voltar a se relacionar com as águas e com a terra de outra forma, fortalecer os cuidados todos os dias. Como vamos fazer para que, quando a chuva vier, os rios não sejam assoreados com o solo fértil? Tem que ser um trabalho muito mais profundo, com técnica e estudos. Para isso, contamos com vocês.”
Edegar também garantiu que o novo governo vai estreitar a relação com a Emater e fortalecer a instituição para atender o setor primário em todo o Estado.
O candidato estava acompanhado de Cláudio Pereira, o Batata, engenheiro agrônomo, ex-prefeito de Santa Vitória do Palmar e ex-presidente do IRGA, que participou da construção do programa de governo da Coligação com o Povo.
Sobre o sindicato
Com 17 mil associados, o SENGE-RS atua pela valorização dos profissionais de engenharia, pela garantia de direitos trabalhistas e pelo desenvolvimento sustentável do Estado.
A entidade defende o cumprimento do salário mínimo profissional previsto em lei, melhores condições e segurança no trabalho, além de oferecer proteção jurídica, suporte à categoria e qualificação profissional por meio de programas específicos de capacitação.
Texto: Carol Zogbi
Imagens: Debora Beina




