Representantes de partidos realizam ato em apoio a pré-candidatura de Edegar e reafirmam compromisso com a reeleição de Lula no RS 

“Este é o palanque mais potente para o presidente”: Representantes da Frente pelo RS e pelo Brasil assinam carta pelas forças políticas do campo democrático e popular e reafirmam apoio a Edegar Pretto como pré-candidato ao Governo do Estado

O ex-governador Olívio Dutra abriu a plenária, enquanto era ovacionado por centenas de militantes aos gritos de “Não vamos recuar!”. 

A reunião foi convocada para reafirmar a prioridade absoluta na reeleição do presidente Lula e mostrar que a frente política que sustenta a pré-candidatura de Edegar Pretto está convicta da melhor estratégia para a eleição de outubro. A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL) leu o documento (Leia AQUI) que reforça o que os partidos vêm trabalhando há meses e ressaltou que uma eventual desarticulação da frente acarretaria no final de um trabalho movido a diálogo. Na carta elaborada pelas forças políticas do campo democrático e popular é reforçada a disposição em manter o diálogo com o PDT no Rio Grande do Sul, até o período das convenções partidárias. “Neste momento, entendemos que o palanque já estruturado é o mais amplo e mais potente para sustentar a reeleição do presidente Lula no Estado. Nós temos a confiança de que o PDT manterá seu compromisso com a democracia, sem condicionar o apoio ao presidente Lula a uma imposição no Rio Grande do Sul”, finalizou Melchionna ao ler o documento.

Representando o PSB, o presidente Beto Albuquerque, defendeu que este é “um ato político de reafirmação da esquerda gaúcha”. Diálogo se faz através de todos os partidos, que hoje representam a candidatura. Esta luta está representada neste palco, com os partidos que apoiam a pré-candidatura de Edegar”.

O presidente do PSOL, Roberto Robaina, frisou a importância do palanque único: “Os assuntos do PT passam a ser os assuntos de toda a esquerda. O que nós deveríamos estar debatendo agora é como enfrentar a candidatura da extrema direita, um aprofundamento pragmático. Abortar a candidatura do Edegar será perder a candidatura da esquerda! Nós temos a chance de vencer, mas precisamos saber do desafio e estarmos dispostos de ir até o final.”

A vice-presidenta do PT RS, Sofia Cavedon, destacou a importância do diálogo: “Nós estamos aqui para reafirmar esta composição tão bonita, não é qualquer processo, não foi de gabinete. Se a gente defende a democracia para o Brasil, nós queremos uma democracia participativa. Estamos dizendo à direção nacional do PT: nós somos seis partidos do campo popular com compromisso com o presidente Lula! A nossa caravana já está na rua, já estamos montando o nosso programa de governo!”

Representando a Rede Sustentabilidade , o presidente André Vilson Costa da Silva, defendeu a força da pré-candidatura de Pretto para a reeleição de Lula: “É necessário que ouçam a voz daqui para que não cometam um grave erro: entregar a eleição para a extrema direita. Nós reforçamos o nosso compromisso de construir o melhor palanque no RS com quem mais tem capacidade de defender o presidente!”

Posição também destacada pelo presidente do PV, Márcio Souza: “O PV não poderia faltar neste momento onde estamos buscando uma unidade de esquerda, não podemos permitir que um partido esteja vinculado ao bolsonarismo. Não podemos ter um partido liderando este projeto sem ter liderança ideológica. Nós precisamos de um palanque potente para reverberar a força de Lula. Nós vamos lutar até o último pavio, e eu tenho certeza de que, com a força da nossa militância, do nosso partido, nós vamos eleger Lula lá e Edegar aqui!”

Tarso Genro, ex- governador do Estado, salientou a importância do diálogo dentro do partido: “Aqui no Rio Grande do Sul ninguém aceita intervenção. Intervenção é um desrespeito não somente às nossas trajetórias, é um desrespeito à história da nossa militância. O PDT não é inimigo, nós queremos trazer para o nosso lado, o que funciona no Estado é a construção política. A Juliana não é nossa inimiga, chamo eles pra conversar com a nossa unidade. Unidos nós vamos colocar o bolsonarismo onde ele merece: na sarjeta da história”

Olívio Dutra, ex -governador do RS, também reforçou a importância da união da esquerda para vencer a eleição presidencial: “Nós não podemos achar que vamos eleger individualmente Edegar ou Lula. Este tipo de política de gabinete é o que faz o povo brasileiro sofrer. Nós temos que ter consciência de que a política não é jogo de troca de favores, eleitoreiro. A política é a construção do bem comum, nós queremos eleger um projeto que está em andamento, e precisamos eleger quem simboliza este projeto.”

Estiveram presentes os ex-presidentes do PT/RS: Pepe Vargas, David Stival, Selvino Heck, Juçara Dutra Vieira, Júlio Quadros e Ronaldo Zulke. Em nome deles, Raul Pont, ex-presidente do PT, ressaltou que política não é só eleição:  “O nosso partido nasceu nesta sala em outubro de 79. Eleitoralmente nós temos aqui a força mais capaz, mais potente para ganhar as eleições. Nós queremos que os trabalhistas verdadeiros estejam conosco. Política não se faz com ultimato, se faz com diálogo! Nós vamos manter esta candidatura e nós vamos ganhar!”

Manuela D’Avila (PSOL) pré-candidata ao Senado, afirmou que o momento é de união: “Nem todos nós estivemos juntas e juntos em todas as eleições, mas nos últimos anos fizemos um imenso esforço, nós sabemos o que representa um governo de extrema direita. Nós temos a certeza de que não podemos autorizar Bolsonaro Filho a governar o Brasil! O presidente Lula precisa vencer, e o Edegar nos lidera pela coragem que enfrenta a extrema direita.”

Ary Vanazzi, também ex- presidente do PT/RS, ressaltou a importância de uma ideologia: “Estamos vivendo um momento político difícil, onde as convicções políticas precisam ser definidas para defender o povo. O Lula não vai ser eleito só pelas alianças, mas por todo o trabalho que está fazendo há anos.”

Participaram do ato as deputadas estaduais presentes: Bruna Rodrigues (PSB); Luciana Genro (PSOL) e os deputados estaduais Adão Pretto Filho (PT) e Matheus Gomes (PSOL). O documento foi votado por todos presentes, assinado por ex-governadores, ex-presidentes e presidentes de partidos e na terça-feira, dia 7 de abril, será enviado ao presidente Lula e aos presidentes dos partidos que compõem a frente.

Ao final da plenária, Edegar Pretto comemorou o tamanho da mobilização desta segunda, dia 6, em Porto Alegre: “Se alguém ainda tivesse dúvida do tamanho da mobilização que nós tivemos até aqui, com esta plenária, acabou esta dúvida. Aqui tem pessoas que ainda trazem marcas da ditadura militar, companheiros que lutaram pelas eleições diretas, aqui estão os que representam tantos outros que lutaram pela democracia do nosso país. Estamos aqui para reafirmar: nós queremos ser reconhecidos, nós somos seis partidos. Nós queremos o PDT caminhando conosco, a partir de um diálogo e não uma imposição. A democracia não impõe, ela converge, respeita. Eu vou fraternalmente pedir ao meu partido que eu quero conversar olho no olho. Eu sou pré-candidato ao governo do PT e de mais cinco partidos. Continuem mobilizados. Nós aprendemos neste partido que com nosso direito assegurado, a gente não baixa a cabeça pra ninguém! Estou pronto para ser o candidato e para ser governador deste Estado!”, finalizou, enquanto era aplaudido.

Texto: Carol Zogbi

Imagens: Matheus Pé

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