Edegar Pretto reafirma o compromisso na luta contra o feminicídio e elogia trabalhadoras rurais e da cidade

O presidente da Conab representou a estatal no ato em apoio ao pacto do governo brasileiro.

“Como a gente deixa de ser machista? Pelo começo, dentro de casa. Fazendo parte das atividades diárias com a companheira. Nós devemos andar juntos. Quando uma mulher é atingida, todos nós somos!”, declarou Edegar Pretto, um conhecido na luta do combate à violência contra as mulheres.

O teatro da Unisinos ficou pequeno para tantos engajados ao Apoio ao Pacto Nacional do Brasil contra o Feminicídio, que aconteceu na manhã desta sexta, dia 26, em Porto Alegre. A atividade reuniu representantes do governo federal e de empresas estatais para formalizar compromissos e ampliar a articulação em torno do enfrentamento à violência de gênero.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no ano passado foram expedidos 670 mil mandados de segurança no país. O mais preocupante é que 86% das vítimas de feminicídio não tinham feito boletim, muitas vezes reflexo das dificuldades geradas por falta de políticas públicas voltadas para a proteção destas mulheres. 

Além de ressaltar o papel ativo e essencial do governo, Pretto elogiou o Grupo Hospitalar Conceição: “O povo gaúcho tem um enorme orgulho do Conceição e o que ele representa. É também um dos parceiros na distribuição de alimentos da reforma agrária”, referindo-se ao programa alimentar da Conab.

“ A participação de mulheres na agricultura familiar, principalmente no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) já atingiu a marca de 80%. Onde chega cozinha a solidária, são elas que mobilizam. Dedico às mulheres brasileiras esta página linda do Brasil: nós saímos do mapa da fome graças às trabalhadoras rurais e da cidade!”, comemorou Edegar.

Além de funcionários do GHC, estiveram presentes representantes do Ministério da Saúde, Ministério das Mulheres, instituições e movimentos sociais, além da deputada Federal, Maria do Rosário (PT); Laura Sito (PT), deputada Estadual; Natasha Ferreira (PT), vereadora de Porto Alegre, entre outros.

No final todos acompanharam a leitura de uma carta manifesto das empresas com iniciativas concretas no enfrentamento à violência contra as mulheres. O GHC também formalizou uma parceria com o Observatório da Violência de Gênero da UFRGS.

O presidente da Conab lembrou que a luta é coletiva: “Nós, homens, temos que fazer um cerco contra a violência doméstica. E os governos precisam estar comprometidos com esta pauta. E eu quero convidar vocês para fazer parte desta linha de frente. Enquanto o estado fizer de conta que não e com ele, nada vai mudar!’, encerrou Pretto, reforçando a importância do compromisso do poder público para mudar a cultura machista presente na sociedade.

Texto: Carol Zogbi

Imagens: Debora Beina

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